21 fevereiro 2008

* Lily, <3


Somos diferentes, mas somos tão iguais. Em ti, encontro algo que não encontro em mim, um sentimento que se perdeu com o meu crescimento, com a minha mudança.
Tenho medo, de um dia me esquecer de tudo o que se passou, tenho medo de fechar os olhos para uma eternidade, em que tu não estarás comigo. Tenho medo de dormir, e de amanhã acordar, e dizerem que tu não estas mais cá. E que por um simples momento, foste. E não voltas-te. Porque no dia que isso acontecer, perderei um pedaço de mim, para sempre.Porque nesse dia, em que eu ou tu, fecharmos os olhos, não vamos puder mais ir ao Cascais Shopping jantar, não poderemos ir comprar mais filmes da Disney, não poderemos cantar as músicas do Rei Leão, não poderemos nos abraçar sempre que nos ver-mos na escola, não poderemos chamarmo-nos L&M, não poderemos dar as mãos, não poderemos mais conversar. Hoje dou valor a tudo o que passo contigo, de cada vez que te vejo, e que sorrimos. Quem lê isto pode dizer, que é amor. E eu digo, sem pensar duas vezes, que é sim. É amor. É um amor diferente, é um amor que não estranha, e entranha. Um amor que não tem mentiras, é um amor meu e teu, é um amor de uma amizade. Em que eu vou dizer aos meus filhos, que a rapariga da fotografia, sempre foi e será a "amiga/amor/pessoa da minha vida", porque mesmo que um dia, em que os teus caminhos sejam diferentes dos meus, eu nunca me vou esquecer, que tu foste a pessoa que mais me marcou, em muitas que conheço. Por seres diferente e irreverente, de todas as outras que não se destacam. Porque tu és tu, e ninguém é como tu. Porque tu és simplesmente, a Lily.


~mimo~

19 fevereiro 2008

* diferente?!

Estamos em pleno século XXI e, diga-se de passagem, nunca se viveram dias melhores. Não falo da política, nem do desporto, nem tão pouco dos temas que exacerbam mentes corruptas, que o “sal já não consegue salgar”. O assunto é de outra ordem, de outros caprichos, de outro emblemático problema. Aqueles que outrora foram aclamados como “o peito ilustre lusitano” e dos quais foram exaltadas inúmeras qualidades, viveram sempre na via do defeito. O defeito de expelir a dissemelhança, desaprovar a desigualdade, desprezar o que é diferente. Podê-lo-ia repetir vezes sem conta, de outros modos, mas estaria a ser diferente. Diferente de quê? Ou diferente de quem?
A nossa sociedade vive de padrões. Padrões preconceituosos que definem a liberdade de cada um de nós no seu meio. Todos podemos ser diferentes, mas nunca diferentes. Contraditória a expressão, mas não a sua explicação. É certa e plenamente aceite a existência de mulheres “donas de casa”, e de homens “trolhas”, que, passo a redundância, são diferentes. Mas será tão certa e aceite, uma situação onde se invertam os papéis? É claro que não. Diferente não. Ou porque ela simplesmente não é homem, e o lugar dela não é nas obras, ou porque ele é um “pau mandado” e faz tudo o que a mulher quer.
Evidentemente que o “Zé Povinho” não se apraza apenas com uma mera imposição de carácter laboral. O condicionamento da liberdade vai mais longe. Debrucemo-nos sobre a moda. Todos podemos escolher a roupa que usamos, os sapatos que calçamos, e tudo o que esteja relacionado com o nosso estilo perante a vida. De forma alguma eu me atreveria a colocar anteriormente “podemos escolher livremente”. E porquê? Porque estamos mais uma vez condicionados aos olhos da sociedade. Porque sabemos que se forem ultrapassados determinados limites, far-se-á troça ou simplesmente desprezar-se-á o que não é igual.
Poderia escrever, deste texto, várias páginas a exemplificar o quão gratificante é viver nesta sociedade. Facilmente se detecta a ironia neste pensamento, que mais não é que o desabafo de um vulgar mortal num mundo de comuns mortais. “I have a dream…” dizia Martin Luther King. Será que em cada um dos Portugueses também há? Será que Portugal ainda tem sonhos? Ou estamos condenados à imortalidade da via do defeito? Eu tenho um sonho. Ser diferente e continuar a ser gente…

16 fevereiro 2008

* o meu pensamento de hoje.

"O prazer de dois corpos que se amam, a felicidade de duas almas que se misturam, a intensidade de dois seres que se entregam, a capacidade de sonhar a dois!"

15 fevereiro 2008

* 10 meses.

(tosta do "amo-te chiado")

Hoje lembro-me como se fosse ontem, no dia em que te vi pela primeira vez. Fico a pensar que tu seria tão mais facil se hoje não sentisse o que sinto! Depois de tudo o que foi dito, de tantas as palavras que foram gastas, de todas as lágrimas que por ti verti, de tudo o que gritei, e de tudo o que ás vezes me faz duvidar de mim mesmo, não sei como pensar!
Tudo o que um dia me disses-te, nunca saio de dentro de mim.
A vida não é para sempre, e o tempo passa! Podes, até estar á espera que eu dê o próximo passo, mas acho que quem tem aqui de dar algum passo, não seja eu, mas TU!
Queres mesmo deixar o tempo passar, sem acção?
Não estarei aqui para sempre, lembra-te!