Este silêncio que me mata por dentro, prende-me os movimentos, e dá-me a capacidade de reconhecer as barreiras que coloquei entre as pessoas que mais me querem bem. Há noites em que o sono não vem, e que as restropectivas sentimentalistas aparecem, para terminarem com o único sossego mental e que raramente o consigo obter. Sei que não é justo, as desculpas baratas, as mensagens curtas, e o simples facto de não entrar em contacto com quase ninguém. O tempo mudou, e atrás dele, mudei eu também. No meio desta história até uma morte apareceu. E por mais insensível que seja, não consigo esconder que tudo isso mexeu comigo. Se hoje estou aqui, a escrever estas palavras é porque quero que algo mude, certo? Não sou perfeito, mas também não sou a pessoa mais prática para remendar todas estas situações, que parecerem acumular-se ao longos os dias, misturadas de trabalhos, avaliações, obrigações, e responsabilidades para com um grupo determinado de pessoas. O tempo vai terminando a cada passo que dou, fico com medo de não conseguir dizer a determinadas pessoas, que isto não devia ter ficado assim.