03 março 2008

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"Acabámos agora mesmo de falar, e só me admira é que tudo o que tens para me dizer só o fazes no final das nossas conversas. Sem me dar tempo para dizer, o "porque?", á dias que andamos nisto. Não nos afastámos tanto como foi da outra vez, mas estamos mais distantes, e isso é notável. Eu confesso que não te entendo, mesmo depois destes 10 meses.
É normal? É certo o que acontece entre nós? Esta troca de indirectas, estes joguinhos de ciumes? Francamente, não sei responder a isso. Estes dias sem falármos, os nossos desencontros, as nossas poucas conversas, fizeram com o que voltassemos a nos tratar, como nos tratávamos antes. Disses-te á tempos, que eu desistia em pouco tempo, e que teria que saber esperar! Mas esperar por o que? Até quando? Até um dia que estes 10 meses já sejam 12, e me digas que encontras-te alguém? Ou que simplesmente não daria certo.
Lembro-me como se fosse ontem, o dia em que me disses-te que não tinhamos tempo para estarmos juntos, que as nossas conversas eram sempre as mesmas, e mencionas-te com todos os pormenores os nossos "obstáculos" para que uma relação entre nós, não funcionasse!
Eu tentei mudar tudo isso, tratei-te de um modo mais carinhoso, mudei os nossos assuntos, mas tu não o tentas-te fazer. Simplesmente continuas-te igual. Eu não consigo lutar sozinho, e não me basta "eu querer", mas sim "nós querermos". Não posso lutar por a tua vontade, sendo ela contra a minha luta.
As tuas dúvidas, as tuas indecisões, não entendo. Se tens tanto medo de dar um passo em frente, de tentar, de arriscar. Porque continuas com isto? Diz-me logo de uma vez, seja de um modo frio ou não, whatever!
Olha-me na cara, nos meus olhos e diz-me logo de uma vez que não gostas de mim, que eu para ti sou um simples amigo, como sempre fui e sou nestes quase dois anos que nos conhecemos. Não será melhor assim?
Dizes que não me queres magoar, mas é o que me esta a acontecer. Será isto justo? Tanto para ti, ou para mim!?
Posso até ir embora para sempre, num dia próximo, o que seja. Mas independemente da tua decisão, daquilo que tu escolheres. Nunca me vou esquecer, o dia em que os meus lábios tocaram nos teus, por aquela fração de segundos.
O que é que tu queres? Sem medo de me magoares. Diz-me, seja de que modo for. Mas diz-me!"


. Texto escrito, 2 de Março pouco antes da meia noite. :(