Tirem-me a vista.
Tirem-me para sempre as paisagens da minha terra, tirem-me, os campos verdes e o céu azul, tirem-me a areia da praia e a água do mar.
Tirem-me o ouvido.
Tirem-me para sempre o som da viola e a doce melodia do piano, tirem-me o choro da vida e a pronúncia da saudade, tirem-me a fúria de espuma das ondas e o ritmo da música.
Tirem-me o tacto.
Tirem-me para sempre o sol de Verão a bater na cara, tirem-me as roupas do corpo, tirem-me a matéria e o conforto.
Tirem-me tudo isto, mas não me tirem o amor.
Porque se eu ainda for capaz de te reconhecer só pela tua presença, ou pelo simples facto de me tocares, serei capaz de dizer, se não me tirarem a fala, que és tu que eu amo.
Tirem-me para sempre as paisagens da minha terra, tirem-me, os campos verdes e o céu azul, tirem-me a areia da praia e a água do mar.
Tirem-me o ouvido.
Tirem-me para sempre o som da viola e a doce melodia do piano, tirem-me o choro da vida e a pronúncia da saudade, tirem-me a fúria de espuma das ondas e o ritmo da música.
Tirem-me o tacto.
Tirem-me para sempre o sol de Verão a bater na cara, tirem-me as roupas do corpo, tirem-me a matéria e o conforto.
Tirem-me tudo isto, mas não me tirem o amor.
Porque se eu ainda for capaz de te reconhecer só pela tua presença, ou pelo simples facto de me tocares, serei capaz de dizer, se não me tirarem a fala, que és tu que eu amo.