Quantas pessoas passam na tua vida, e pensas que permancerão para sempre? Com quantas dessas pessoas te desiludes?
Falta pouco mais que um mês para terminar o segundo ano do meu curso. Não foi preciso esperar até ao final para dizer “adeus” a algumas pessoas. Como no ano passado, parece que foi ontem que entrei aqui de armas e bagagens, e que conheci inúmeras pessoas que na verdade ‘foram a minha família’ (tempo verbal: passado). Nada foi um mar de rosas, e este ano muitas mais coisas acontecerem. Não me recordo das altas bebedeiras, nem dos momentos em que passámos juntos (talvez porque não aconteceram). Sinceramente, o que aconteceu connosco?
Cada um de nós, encontrou outro tipo de prioridades. E pouco a pouco, esquecemo-nos de como eramos importantes uns para os outros. Como eu queria partilhar tudo o que sinto, e mostrar-vos que na verdade, ‘eu continuo aqui’ independemente de todas as mudanças.
Este ano não houve jantares surpresas, nem idas ao Cascais Shopping a experimentar cada restaurante, não terminámos a nossa noite na Fnac. E não vivemos momentos que nunca esqueceremos (pelo menos juntos). Nada disto ficou registrado em fotografias, nem nos nossos corações.
Os nossos jogos ficaram esquecidos, e as noites de filmes nunca mais aconteceram.
Lentamente vi tudo a modificar-se á minha frente, preenchendo os espaços que deixámos vazios, com outras pessoas.
Lembro-me como se fosse ontem, das nossas idas ao cinema, dos nossos jantares, das noites de filmes no quarto da Lilly, das noites de Uno Attack no meu quarto. De quando gozamos com o Henrique, de quando iamos todos para o quarto do Beja. Quando estavamos todos juntos, e eu pensava que toda a mudança que passei, tinha valido a pena.
Pouco a pouco tenho um medo ainda maior, de perder a pessoa que para mim foi e ainda é uma das mais importantes na minha vida, uma rapariga com quem partilhei uma vida, uma cama, uma casa. Uma rapariga que na verdade, é sem dúvida por quem nutro um amor totalmente sincero. Diz-me que ainda somos L&M.
Sem nos aperceber, fomos nos distanciando e esquecendo que tu eras um dos meus melhores amigos. Encontras-te uma nova pessoa que preencheu em ti um enorme espaço. E que sem te aperceberes fui-me afastando cada vez mais. Hoje quase nem nos reconhecemos como eramos. Ninguém tem a culpa, simplesmente aconteceu, Filipe.
Não me sinto afastado do Tiago, nem do Beja. Simplesmente porque a minha proximidade com eles, continua exacta. E se pensarmos bem, eles foram os únicos que não mudaram ao ponto de precisar lhes dizer isto.
O Snoppy? Prefiro não me prenunciar.
Mas a questão é: Mudámos. E isso é motivo para que tudo isto tenha acontecido?