06 dezembro 2009

* letter.

"...Os anos passaram, os momentos alegres transformaram-se em recordações, os problemas foram e novos vieram. Eu sai de casa, e deixei para trás o remorso de não ter aproveitado a família que tinha, tanto quanto desejava. Ter consertado tantas coisas que disse e que não tive coragem de dizer, e que fiz..."

- Filipe Carrilho, carta sobre a sua verdadeira identidade, 6 de Dezembro de 2009.

18 novembro 2009

* video phone.

Queridos, os comentários anónimos ao meu vídeo, foram fantásticos. Só tenho pena que haja falta de coragem para serem revelados os verdadeiros autores. Escondermo-nos por detrás de um computador / e falarmos nas costas é bem fácil não é?

29 agosto 2009

* i got my eye on you.

Confiança, é uma necessidade. Arrogância é uma vantagem. Inquietude é uma pressa. Limites? Gosto deles bem definidos! “Pára! Estas-me a deixar envergonhado!”, as pessoas estão a olhar para nós. Os teus olhos vêem através da minha alma, eu percebo e perco o meu auto-controle, “Apanha-me a olhar de novo para ti!”, cais-te nos meus planos! Coloquei os meus olhos em ti, e não posso deixar-te ir embora, porque tu sabes que estas no meu…

23 agosto 2009

* who is sasha fierce?

O True Star, tem um nova face, um novo nome e em breve um novo link. Agora com o "Who is Sasha Fierce?", muitos mais segredos serão revelados. Estou para breve...

11 julho 2009

* listen.



Mais que um colega, mais que irmão, ele é o meu melhor amigo. E não poderia deixar passar a sua marca, na minha vida, em branco. Por isso, hoje tenho a possibilidade de vos mostrar quem é a pessoa que me diz sempre sem algum problema, o que fiz de errado.
Devo-lhe mais que esta postagem, devo-lhe mais que presentes e agradecimentos. Hoje, mostro-vos o seu talento, a sua vida, o seu futuro. A Música!
Obrigado Rúben! ;)

Podem encontrar mais informações e músicas dele aqui.

02 julho 2009

* the enemy,

Uma vez que olhes para trás, nunca poderás voltar... Começou como um jogo, os olhares era intensos, mudos e cheios de desejo. A aposta estava no meu coração, mas quando eu desviei o meu olhar tu derrubas-te a minha desefa.
As artimanhas eram díficeis de serem descobertas, mas eu nunca quis amar-te. Apenas desperdiças-te o meu tempo, com promesas e mentiras vazias, que na minha fantasia morreram.
Eu nunca te pedi pedaços partidos, e no momento em que me deixas-te sozinho, aproveitas-te e causas-te o maior dano, não fisico, mas a perda de consideração que tinha por ti.
Tu sabes o que mirar em mim, e quando atirares de novo o teu 'jogo', eu não vou cair de novo.
Estavas no local perfeito, e na hora perfeita. Fazendo parte daquele baile de máscaras, em que entrei de principe e sai como idiota. E enquanto a música tocava, eu entregava-te o meu coração. E no momento em que estavas confuso, usaste-me. E como isto pode acontecer? Eu perdi para o inimigo...

17 junho 2009

* visions.

Surdo, é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois esta sempre apressado para o trabalho, e quer garantir os seus totões no fim do mês.

Verdade não é?

13 junho 2009

* os melhores amigos.

Prometem-nos ser os nossos melhores amigos, fazem-nos sorrir, estando sempre lá quando precisamos olhar para eles. Sentimos-nos mais confiantes, sonhadores, confortáveis. Uma sensação que parece única e que por muito que o tempo passasse não deixaria de ser assim.
Mentira! Todos nós deixamo-nos de sentir confortáveis, tendo a necessidade de sentir algo novo e diferente em nós.
Colocamos-los de lado, á espera que seja a altura perfeita para um reencontro perfeito. Os meses passam e dezenas de tantos outros já tiveram o mesmo destino.
Quando a minha memória debateu-se com a tua lembrança, fui buscar-te e no segundo em que olhei para ti. Lembrei-me de todos os momentos que passámos juntos. Sem me aperceber olhei mais pormenorizadamente, e descobri que foste um erro, e naquele momento apercebi-me que como nos casacos de caxemira a 50% de desconto, a primeira vez que nos vemos, eles prometem-nos ser os nossos melhores amigos. Até olhares mais atentamente e aperceberes-te que não é na verdade caxemira.
Depois, á medida que o Inverno chega, descobres que o teu casaco, não é o teu melhor amigo.
Devias ter lido a etiqueta antes, ou simplesmente ter olhado mais de perto no que te estavas a meter. Afinal, era mentira.

14 maio 2009

* a máscara.

Todos usam algum tipo de máscara, nessa altura é preciso prestar atenção para encontrar a verdade por debaixo da mentira. Alguns escondem a ansiedade de envelhecer, e poderem descansar, outros escondem o medo da falência, muitos encobrem um amor que ainda persiste. E há sempre aqueles que deixam as suas máscaras caírem. E se notarmos bem nos seus olhos, iremos ver que eles realmente são e do que são realmente capazes.

08 maio 2009

* l&m

Quantas pessoas passam na tua vida, e pensas que permancerão para sempre? Com quantas dessas pessoas te desiludes?

Falta pouco mais que um mês para terminar o segundo ano do meu curso. Não foi preciso esperar até ao final para dizer “adeus” a algumas pessoas. Como no ano passado, parece que foi ontem que entrei aqui de armas e bagagens, e que conheci inúmeras pessoas que na verdade ‘foram a minha família’ (tempo verbal: passado). Nada foi um mar de rosas, e este ano muitas mais coisas acontecerem. Não me recordo das altas bebedeiras, nem dos momentos em que passámos juntos (talvez porque não aconteceram). Sinceramente, o que aconteceu connosco?

Cada um de nós, encontrou outro tipo de prioridades. E pouco a pouco, esquecemo-nos de como eramos importantes uns para os outros. Como eu queria partilhar tudo o que sinto, e mostrar-vos que na verdade, ‘eu continuo aqui’ independemente de todas as mudanças.

Este ano não houve jantares surpresas, nem idas ao Cascais Shopping a experimentar cada restaurante, não terminámos a nossa noite na Fnac. E não vivemos momentos que nunca esqueceremos (pelo menos juntos). Nada disto ficou registrado em fotografias, nem nos nossos corações.

Os nossos jogos ficaram esquecidos, e as noites de filmes nunca mais aconteceram.

Lentamente vi tudo a modificar-se á minha frente, preenchendo os espaços que deixámos vazios, com outras pessoas.

Lembro-me como se fosse ontem, das nossas idas ao cinema, dos nossos jantares, das noites de filmes no quarto da Lilly, das noites de Uno Attack no meu quarto. De quando gozamos com o Henrique, de quando iamos todos para o quarto do Beja. Quando estavamos todos juntos, e eu pensava que toda a mudança que passei, tinha valido a pena.

Pouco a pouco tenho um medo ainda maior, de perder a pessoa que para mim foi e ainda é uma das mais importantes na minha vida, uma rapariga com quem partilhei uma vida, uma cama, uma casa. Uma rapariga que na verdade, é sem dúvida por quem nutro um amor totalmente sincero. Diz-me que ainda somos L&M.

Sem nos aperceber, fomos nos distanciando e esquecendo que tu eras um dos meus melhores amigos. Encontras-te uma nova pessoa que preencheu em ti um enorme espaço. E que sem te aperceberes fui-me afastando cada vez mais. Hoje quase nem nos reconhecemos como eramos. Ninguém tem a culpa, simplesmente aconteceu, Filipe.

Não me sinto afastado do Tiago, nem do Beja. Simplesmente porque a minha proximidade com eles, continua exacta. E se pensarmos bem, eles foram os únicos que não mudaram ao ponto de precisar lhes dizer isto.

O Snoppy? Prefiro não me prenunciar.

Mas a questão é: Mudámos. E isso é motivo para que tudo isto tenha acontecido?

02 maio 2009

* mother's love.

Acontece no segundo Domingo, de todo o mês de Maio. Celebramos as mulheres que nos deram a vida e muito mais. As que nos proteguem a todo o custo, que enfrenteram quem nos queria magoar, que colocaram a nossa felicidade á frente das delas. Mas principalmente, comemoramos o amor das mães, que é constante, eterno e está lá desde o começo. Amo-te!

30 abril 2009

* verdade.

O facto é que todas as pessoas o fazem! Todos tentam encobrir o que não querem que os outros vejam. Uns escondem a necessidade de um ‘compromisso’, outros disfarçam a sua crescente insegurança, e todos escondem os seus intensos medos.
Como é que as pessoas comuns escondem a verdade com sucesso? Somente é necessário um gesto amigo, e um bom plano.
Já o fizes-te?

28 abril 2009

* welcome.

A expressão “bem-vindo”, sempre carrega com ela um certo risco. Afinal, deixar alguém entrar nossas casas, é deixá-la entrar na nossas vidas. E nunca sabemos que tipos de segredos horríveis carregam com eles. Não podemos prever os efeitos dolorosos, que eles podem causar ás pessoas que amamos. Não antecipamos a 'mexerico' que pode começar, pela presença deles. Sim, temos que tomar muito cuidado com as pessoas que convidamos para as nossas vidas. Porque algumas, se recusarão a partir.

22 abril 2009

* alentejo.


E foi assim, que o Alentejo foi o meu último local de descanso. As minhas lembranças foram espalhadas pela relva que eu um dia caminhei, entre árvores que um dia já me proporcionaram sombra, por cima de rosas que eu já admirei, e entre cercas, em que eu já me encostei e coscuvilhei, e depois que as pessoas que me amam terminaram de se despedir. O vento levou-me e tudo o que sobrou de mim voou pelo ar. Enquanto olhava para o mundo abaixo. Comecei a me desprender do que era material. Desencostei-me das cercas brancas, dos passeios por Milfontes, dos dias quentes de Verão. Desprendi-me de tudo aquilo que me parecia tão normal, mas que quando se une ponto a pouco, consegues se construir uma vida. Uma vida que realmente foi especial de uma forma única. Vou-te contar: Não é fácil, abandonar-mos o local que chamamos casa, quando na verdade se sabe o que se lá viveu. E eu vivi. Ah como eu vivi.

12 abril 2009

* can you handle mine?

Existem pessoas que podem-te tirar tudo, mas não podem extrair a tua verdade. Mas a questão é: Tu podes lidar com a minha? Eles dizem que eu sou louco, safado, mas eu não ligo. Deixo entrar na minha vida, só quem eu realmente quero. E alguns perguntam-me: Porque é que és tão verdadeiro? Não entendem. Na verdade, eu não sei qual é a ultima ‘curiosidade’, que escreveram sobre mim. Querem mesmo saber? Por vezes até as queimo. Eles conseguem cheirá-lo á distância. Todas as pessoas falam sobre mim. Não conseguem deixar-me simplesmente viver? (Explica-me porque). Eu não preciso da permissão de ninguém, para tomar as minhas próprias decisões. Esta é maneira que eu quero viver. Eles não me podem dizer o que fazer. Simplesmente seguem-me. Não me interpretem mal, mas eu realmente não tenho nenhum problema, em dizer: f****-se!

04 abril 2009

* valentões.

Valentões. Qualquer criança sabe que o ‘parque’, não é único lugar para encontrá-los. Para onde olhar pode encontrar pessoas despreocupadas ou inconscientes da dor que proporcionam. Poderá ser um amigo seu, a provocar as suspeitas de uma infidelidade, ou até mesmo sociedade onde vive punindo as suas próprias escolhas. Sim. Há valentões em todos os lugares. E os piores são os que tiram sempre vantagens de si, sem que saiba o que eles fizeram. Conseguirá encontrá-los, no meio dos seus amigos? 

30 março 2009

* do you remember?

Eu queria que tu soubesses que eu sempre adorei o modo como tu sorris-te. Queria abraçar-te bem forte e levar a minha dor para bem longe, lembras-te o mal que me fizes-te? Guardo a nossa fotografia, no lugar mais escondido. Para quando ninguém estiver a olhar para mim, eu possa lembrar-me que tu foste a única pessoa que me levou aos extremos do mundo, o mais feliz, e o mais magoado. Tu conseguis-te sufocar-me, e hoje que consigo respirar de novo. Não te quero abraçar bem forte, nem lembrar-me do mal que me fizes-te. Quando me abandonas-te, pensei que nunca te iria perdoar. Mas a verdade é que hoje quando olho para ti, só sinto pena.

26 março 2009

* choque.

Sim, a vida é cheia de choques horríveis. E eles parecem sempre acontecer, quando menos esperamos. E quando realmente nos debatemos de frente. A verdadeira questão é: Nós sobreviveremos!?

14 março 2009

* o que é um nome para ti?

O que é um nome? Os rótulos que colocamos nas pessoas, dizem-nos tudo o que precisamos saber? Se dissermos que ela é só uma criança, quer dizer que ela é realmente inocente? Chamar uma pessoa de traficante, prova que ela é má? Um homem conhecido como ‘pregador’, sempre pratica o que prega? Pode um homem denunciado como vilão, possuir as qualidades de um herói? A verdade é que, um nome nunca pode dizer quem alguém é realmente. Muito menos pode dizer do que ele(a) é capaz de fazer.

12 março 2009

* clock.

Tudo passa rapidamente pelos nossos olhos, e em um simples flash, a vida que nós conheciamos, já não existe mais. Por vezes perguntamo-nos: Como é que ele(a) me pode deixar? Quando é que me apercebi que a minha juventude, esta a passar? Porque é que os meus amigos mudaram? Fui o melhor amigo/namorado que poderia ter sido? Existem pessoas que sabem que o tempo não pára de correr, por isso são determinadas a conseguirem aquilo que querem, antes que seja tarde demais. Compensa conseguirmos tudo, e depois sentir um vazio?

07 março 2009

* question.

Conta-me os teus segredos. Pergunta-me as tuas dúvidas. E esclarece-me, a questão existencial da minha vida. Construi uma vida de vidro, cheia de falhas, aparentemente perfeita. Mas existem vidas perfeitas? Todos nós procuramos as respostas para as nossas perguntas. Um objectivo de qualquer ser humano, que se questione sobre a sua existência, futuro. Cheio de receios, eu sou assim. (Confesso-me medroso). Não me lembro do último toque, do último beijo, do último carinho. Não me lembro de ser amado por uma pessoa estranha. Ocupei a minha vida de uma forma controlada, e programada, em que os dias passam, e eu não os respiro. Sinto-me absorvido pelas pessoas, que me rodeiam a todo o instante. Não era esta a vida que eu sonhava, quando eu era uma criança, que vivia no meio do nada, em que as minhas únicas preocupações eram as brincadeiras. Não encontrarei mais essa criança, nem dentro, nem fora de mim. Consegui com o meu egoísmo, egocentrismo, ambição, destruir a restante pureza que nela existência. Hoje que essa criança, não é mais criança. Relembra-se do dia em que saiu de casa, e deixou para trás, os momentos que talvez foram os mais preciosos, que alguma vez teve. Nem as fotografias mais marcantes, podem contar o que se sentia, quando chegava a casa, e tinha uma mãe para abraçar ou um pai para brincar. Nem as fotografias mais marcantes, podem contar o que se sente, quando se chega a casa, e já se não tem uma mãe para abraçar, nem um pai para brincar. Sente-se mais vazio, não existem tantas cores dentro das quatro paredes que eu desenhei. O tempo passa mais devagar, e o som da televisão ocupa a predominância do silêncio. Procuramos sorrir, procuramos os motivos para o fazer. Mas valeu a pena tudo isto?

12 fevereiro 2009

* apologize.

Este silêncio que me mata por dentro, prende-me os movimentos, e dá-me a capacidade de reconhecer as barreiras que coloquei entre as pessoas que mais me querem bem. Há noites em que o sono não vem, e que as restropectivas sentimentalistas aparecem, para terminarem com o  único sossego mental e que raramente o consigo obter. Sei que não é justo, as desculpas baratas, as mensagens curtas, e o simples facto de não entrar em contacto com quase ninguém. O tempo mudou, e atrás dele, mudei eu também. No meio desta história até uma morte apareceu. E por mais insensível que seja, não consigo esconder que tudo isso mexeu comigo. Se hoje estou aqui, a escrever estas palavras é porque quero que algo mude, certo? Não sou perfeito, mas também não sou a pessoa mais prática para remendar todas estas situações, que parecerem acumular-se ao longos os dias, misturadas de trabalhos, avaliações, obrigações, e responsabilidades para com um grupo determinado de pessoas. O tempo vai terminando a cada passo que dou, fico com medo de não conseguir dizer a determinadas pessoas, que isto não devia ter ficado assim. 

25 janeiro 2009

* revenge.

Vou-te perseguir, matar-te vivo.  Eu não tenho medo, desse teu poder roubado. Consigo ver através de ti a qualquer hora o quanto és nojento. Eu não vou aliviar a tua dor, eu não aliviar a tua tensão. Vais esperar em vão, porque tudo o que querias, tu já conseguis-te roubar de mim. Alimento a minha chama, baralhando as cartas do teu jogo. E na hora certa, e no lugar certo. Eu jogarei o meu ás. Olhos no fogo, vendo o teu corpo em chamas. Cortando qualquer inimigo com o meu olhar. E na hora certa, e no lugar certo. Emergindo lentamente com graça, a ver a tua queda.  Exactamente como fizes-te comigo. Lembras-te?

02 janeiro 2009

* sonho.

Tanto tempo passou, e mesmo assim ainda entras nos meus sonhos? As cores perdem a sua vivacidade. E nada brilha como antes. Por isso escrevo estas palavras a preto e branco, para não pensares que ainda és importante (embora o sejas). Eu adoro estrelas, e naquela noite o céu estava carregado delas, com vários tamanhos e intensidade de luz. As minhas pernas tremiam só de pensar que íamos jantar, sentia-me especial. Era tudo perfeito, não conseguia encontrar nenhum erro. Eu nem os procurei. Sentia-me completo e vivo. Como não me sentia á muito tempo. Levantaste-te da mesa, sem nenhuma palavra. Mas não dei importância. Pensava que voltavas. Mas mais uma vez enganei-me em relação a ti. O teu bilhete não era nada esclarecedor, e as lágrimas fizeram questão de estragar a perfeição da tua letra. A partir desse momento, os teus erros começaram a sobressair por debaixo da cortina que tinhas montado. E dou-te os parabéns porque realmente estava magnifico. As ruas de Lisboa, conhecias a quase todas naquela noite, até o primeiro raio de luz me dar a direcção para a minha nova casa. Não sei quem era aquela pessoa, nem porque a segui. Mas a verdade é que ela preencheu o espaço que tu deixas-te vazio durante anos. Embora a tua presença se deita-se todos os dias comigo. As memórias do nosso coração, não se podem apagar facilmente como eu apaguei a única memória material que tinha de ti. Eu nem tinha ficado muito bem naquela fotografia. O vento pode levar tudo, mas devolve-nos muita coisa, e parecia que a tua memória não queria ir embora. Não sei o que me deu, mas esperei por ti no lugar que mais te caracteriza. Olhei para aquele imenso mar, e lembrei-me que tinha sido o primeiro local onde tínhamos ido juntos. Como era certo, tu não apareces-te. A vida passou tão rápido, eu evolui e flui nesta terra de Deus. No meio dos prédios e poluição diária, a minha vida encontrava-se algures por ai. Um dia a luz apagou-se e só sentia um chão cheio de pedras, uma brisa forte e marítima. As minhas pernas tremiam, não por ti. Mas pelo medo que sentia na altura. Um medo que se entranhava na pele, e me consumia por dentro. O receio de dar um passo em falso, como tantos outros que dei pela vida fora, de uma forma bem diferente! Senti a tua presença. O formato do teu rosto não mudara nada. E por mais surpreendido e enraivecido que estivesse por o que me fizes-te. Abracei-te. ‘Eu estou contigo’. Foi a única coisa que me disses-te em que eu senti verdade nas tuas palavras. Deixei-me levar, e esse foi o meu maior erro. Porque deixei de sentir o chão.