26 outubro 2008

* just realize.

Tem sido o mais longo tempo sem ti,  não sei onde recorrer. Vejo-te ao meu lado, na mesma cama. Depois de tudo o que passámos. Não estou permitido a tocar-te. Pensei ter escutado a tua voz perto do meu ouvido, mas enganei-me. Tudo não passou de um sonho, e agora eu percebi o que eu realmente não sabia: não somos os mesmos. Pensei que não poderia viver sem ti, mas a verdade é que eu sobrevivi de algum modo. Vai doer quando curar, mas não á nada que o tempo não coloque no lugar. Foi tão difícil colocar todos os meus sentimentos de lado, e estar tão perto de ti. Desde o dia em que nos separámos e seguimos caminhos diferentes, nunca mais fui capaz de sonhar. Não importa o quanto vai doer, eu sei que ficarei bem sem ti. Despedimo-nos com poucas e soltas palavras, sem saber o que dizer, preferi silenciar os meus gestos. E é com esse mesmo silêncio, que ‘digo’ o quanto nós somos diferentes.

23 outubro 2008

* break.

Conhecia os sinais, não estavam certos e eu fui tão idiota. Por um tempo, varrido por ti agora sinto-me simplesmente mais sozinho. Tão confuso, o meu coração esta magoado. Será que eu algum dia fui especial para ti? Fora do meu alcance, distante das minhas hipóteses, eu nunca tive o teu coração. E mesmo dentro de mim não conseguia ver que realmente eu nunca o iria ter. Sai eu mesmo do desespero, afogaria-me na minha própria magoa se ficasse aqui, e digo para mim mesmo todos os dias que ficarei bem. Leva um tempo para ir ao lugar, não é todos os dias que consegues partir um coração em tantos pedaços como fizes-te com o meu. O que esta perdido por dentro não se consegue recuperar mais. Espero que em breve saias dentro de mim, e que te supere com um ar tão indiferente. Nunca me des-te o teu coração, mas ao meu alcance, eu posso ver que tenho uma vida para viver lá fora. Sê feliz.

* --'.

Não sei o que escrever. Pois não sei mais quem eu sou. Talvez um dia que me encontre de novo, voltarei a conseguir exprimir os meus sentimentos em palavras, como em tempos soube fazer tão bem.

16 outubro 2008

* novo olhar.

Somos nós que criamos os nossos destinos? Somos nós que escolhemos os caminhos mais tortos e os menos direitos? Deparei-me com a minha dúvida existencial, um porquê a todas as questões já respondidas na minha vida. Uma verdade escondida dentro do meu profundo coração, adormecida pelo tempo. E renascida por um simples toque do passado. Fechei os meus olhos para não ver o que acontecia á minha volta, o mundo girou, as pessoas cresceram, e eu fiquei igual. Hoje enfrento a realidade mais dura, e percorro os caminhos mais tortosOlhei para todas as pessoas que faziam parte de mim, antes de dormir. E não as reconheço mais. Hoje os meus novos olhos, não têm mais lágrimas.Um novo caminho se constrói e a cada passo, uma nova vitória. Para onde me levará esta nova vida? Somos nós que escolhemos aquilo que queremos, não é?

12 outubro 2008

* eterno, (ou não).

Desapontei-te ou decepcionei-te? Eu devia sentir-me culpado ou deixar as raízes desaprovarem? Eu vi o fim antes de tudo começar, tu estavas enganado e eu sabia que havia ganho. Então eu fiquei com o que é meu por eterno direito. Tomei a tua alma durante a noite, e talvez isso nunca mais aconteça, mas nem a saudade persiste ao passado. Ficas-te com o meu coração e tomas-te o meu corpo de mim, mudas-te a minha vida. O meu amor é cego, e provei-o quando os meus olhos deixaram-te de te ver.

04 outubro 2008

* segredo do passado.

Acomodamo-nos por fora, dentro do desconhecido até destruirmos tudo, e sermos por fim os dominantes. O arame farpado em volta da minha boca, rasgando uma velha ferida curada, enferrujada tornou-se a minha alma. Falta-me coragem, porque hoje estou sozinho, outra vez.