20 julho 2008

* chamamento.

Tenho saudades de voar, não fales, simplesmente mostra-me a vista que temos do céu, e diz-me ao ouvido que podemos ter o mundo amanhã.

17 julho 2008

* the story.

Todas as linhas que contornam a minha face, contam a história de quem eu sou. Tantas são essas as histórias sobre onde eu estive, e como eu cheguei aqui. Mas essas mesmas histórias hoje não significam nada, porque não tenho a quem as contar, tudo já foi dito e escrito, exprimido, idolatrado. Eu não fui feito para ninguém, um dia eu escalei montanhas, naveguei por oceanos, passei linhas e quebrei todas as regras. O sorriso que hoje está na minha boca não é para ti, nem para outro. É para mim, é de mim. Este sorriso que esconde palavras que ainda não foram ditas nem escritas. Eles não sabem quem eu sou de verdade! Francamente? Nem eu sei.

10 julho 2008

* mistake.

Todos temos o direito de mudar, quando erramos. Mas não devemos deixar que aqueles que erram ainda mais nós nos apontem o dedo como se fossemos os únicos á face da terra. Acho que para nos compreendermos a todos, devemos primeiro apontar o dedo a nós próprios, ver os nossos erros, e sentir que errámos. Ninguém é perfeito, e acho que se o fossemos não teríamos assim tanta piada. Hoje apetece-me curtir o Verão sem ter que pensar nos erros mais estúpidos, e o que poderia ter feito se não os tivesse feito. Estão feitos, e em tempos aprendi a deixar de gostar de lamentações.

03 julho 2008

* Luxus Boy, dark line.


Cansado do que é certo, prático, e socialmente correcto. Não olho mais para o passado, esqueci-os a quase todos, e poucos são aqueles que hoje ficaram na minha memória, e quase nenhuns aqueles que estão no meu coração. Não tenho pena, nem saudade. Não fico com remorsos das pessoas com quem deixei de falar, nem das grandes amizades que tinha e hoje não tenho mais. Tudo se renova na vida, e tudo se substitui. Vejo a saudade, somente como um factor de distância entre mim e a família e poucos amigos (poucos, mas importantes). Deixei de acreditar numa coisa que para mim, á tempos me movia “o amor”. Sejamos realistas, é tudo uma mentira, é tudo um jogo de sentimentos á procura de um par perfeito que francamente não existe. Não existe coisas, pessoas, formas perfeitas. Mas tenho um objectivo na minha vida, de aperfeiçoar muita coisa em mim. Já que deixei tanta coisa errada para trás, quero escrever algo certo, numa linha torta. No outro dia, deparei-me a concluir que existe imensa gente que me odeia, e quando vi que isso realmente era verdade, ri. Ri porque sou importante para aqueles que me adoram e me odeiam. Porque será assim?